Você está em: Início > Notícias

Notícias

10/07/2017 - 13:07

Princípio da Não Cumulatividade

Fisco só pode cobrar imposto sonegado durante período descrito na autuação

Câmara do TJ-SP negou provimento a apelação da Fazenda do Estado e manteve decisão que anulou cobrança referente a sonegação retroativa


Empresa excluída do Simples Nacional por burlar o sistema de emissão de nota fiscal não pode ser condenada a pagar de maneira retroativa os impostos dos quais era isenta quando fazia parte do regime tributário diferenciado, em respeito ao princípio da não cumulatividade.


Esse foi o entendimento, unânime, da 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou provimento a apelação da Fazenda do estado e manteve decisão de primeiro grau que anulou auto de infração e imposição de multa que cobrava R$ 278.828,01 de uma empresa.


A apelada foi autuada em 2011 por ter omitido a saída de mercadorias e deixado de pagar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço em 2007 e 2008. Uma investigação da Polícia Civil paulista indicou que empresas usavam um programa ilegal que gerenciava vendas e estoque e era capaz de burlar o software oficial da Fazenda, o Emissor de Cupom Fiscal.


Diante da irregularidade, a companhia foi excluída do Simples Nacional. Após ter acesso a esse sistema que permitia a fraude e tinha todo o histórico de vendas, o Fisco de São Paulo constatou que o total sonegado de ICMS durante o período que a empresa usou o programa equivaleria a R$ 278 mil.


A perícia feita por determinação do juiz de primeira instância, no entanto, verificou que a quantia sonegada em 2007 e 2008, período apontado pelo auto de infração, era de R$ 30.048,46.


A relatora do caso, desembargadora Maria Laura Tavares, reconheceu que a utilização do programa é suficiente para exclusão do Simples Nacional, mas isso não leva à conclusão de que o montante de ICMS apurado pelo Fisco paulista estaria correto.


“Em razão do princípio da não cumulatividade, deve ser observado o direito do contribuinte se creditar do imposto recolhido nas operações anteriores relativas à mesma mercadoria ou serviço”, entendeu a magistrada.


Ela também destaca que, se há valor devido pela autora, “tal quantia é de aproximadamente 11% do auto de infração, conforme atestou o laudo técnico”.


Veja o acórdão e o voto do relator.


FONTE: Conjur




Conte com o DP Prático, seu DP descomplicado.
Solução prática para as rotinas trabalhistas e previdenciárias.
Experimente grátis!

Indicadores
Selic Mai 1,07%
IGP-DI Mai 0,87%
IGP-M Mai 0,84%
INCC Mai 0,88%
INPC Mai 0,65%
IPCA Mai 0,58%
Dolar C 25/06 R$5,1886
Dolar V 25/06 R$5,1892
Euro C 25/06 R$5,9062
Euro V 25/06 R$5,9079
TR 24/06 0,1716%
Dep. até
3-5-12
25/06 0,6736%
Dep. após 3-5-12 25/06 0,6736%